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17/03/2008 - ONU: mudanças climáticas derretem geleiras em velocidade alarmante
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As geleiras estão derretendo a uma velocidade alarmante, alertou a ONU neste domingo, fazendo um apelo por ações imediatas para evitar que a situação da água potável no planeta piore ainda mais.

"Milhões, senão bilhões, de pessoas dependem direta ou indiretamente dessas reservas naturais de água doce para beber e usar na agricultura, na indústria ou na geração de energia em momentos críticos do ano", afirmou Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep).

A causa principal do derretimento são as mudanças climáticas, de acordo com dados do Serviço Global de Monitoramento de Gelerias (WGMS, na sigla em inglês), baseado na Universidade de Zurique e apoiado pelo Unep.

O centro de monitoramento divulgou o resultado de suas observações de aproximadamente 30 geleiras, espalhadas por nove cadeias de montanhas. Os dados revelam que, em 2004-2005 e 2005-2006, a taxa média de derretimento de cada uma delas mais que dobrou.

"Os últimos números fazem parte do que parece ser uma tendência de aceleração, que não deve se inverter tão cedo", lamentou Wilfried Haeberli, diretor do WGMS.

Segundo o Unep, a velocidade em que as geleiras estão derretendo aumentou nos últimos anos, e o recorde de perda de gelo registrado em 1998 (0,7 metro) foi superado em três dos últimos seis anos.

Steiner disse ainda que "é absolutamente essencial que todos percebam o que está acontecendo". Para o diretor executivo do Unep, a previsão não é de todo sombria se for considerada a expansão da chamada "economia verde".

No entanto, Steiner afirma que a convenção sobre o clima de Copenhagen em 2009 servirá para testar o compromisso dos governos para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, da poluição com carbono a combustíveis fósseis.

"Por outro lado, como as geleiras, nosso espaço de manobra e a chance de agir pode simplesmente derreter".

O WGMS mediu a diminuição da área das geleiras em termos da quantidade de água, estimando, por exemplo, que se em 2006 a diminuição era equivalente a 1,4 metro de água, em 2005 esse número ficava apenas em meio metro.

Algumas geleiras sofreram mais que outras, como a Norways Breidalblikkbrea, que encolheu quase 3,1 metros em 2006 contra aos 0,3 metro de 2005.

Outras geleiras passaram por perdas dramáticas na Europa nos últimos anos, como a austríaca Grosser Goldbergkees, a francesa Ossoue, a italiana Malavalle, a espanhola Maladeta, a sueca Storglaciaeren e a suíça Findelen.

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